Na última sexta-feira do mês de fevereiro de 2011, na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Brasil, um carro chocou-se contra aproximadamente 15 ciclistas. Estas pessoas de bicicleta participavam de uma manifestação organizada por um grupo que tem como objetivo criticar as condições atuais do trânsito motorizado nas grandes cidades, bem como exigir e propor algumas alternativas, tal a bicicleta. Para isso, saem às ruas toda última sexta-feira de cada mês, no início da noite, para um passeio, que pode se transformar, em termos de volume de pessoas, em uma manifestação, dependendo do número de adeptos. Neste dia, os participantes variavam entre cem e 150.
Ao ocuparem toda a extensão da via, em uma movimentada rua de um bairro central da cidade, tornaram praticamente impossível a passagem de outros veículos automotores em velocidade maior que a deles.
Frente a esta impossibilidade, um motorista acelerou seu veículo motorizado, atingiu alguns dos manifestantes, que voaram sobre o carro, e seguiu. Sob a alegação de que fora ameaçado pelos ciclistas ao querer passar pela via, afirmou que para sua segurança e de seu filho precisou encontrar meio de sair dali.
No âmbito educacional
Levando em conta a relevância social dos fatos mencionados, principalmente no que diz respeito a suas representações e conseqüências, a disciplina de Filosofia, em todo e ensino médio do Colégio Americano, com o apoio das disciplinas de Geografia, História, Biologia e Sociologia em algumas turmas, abriu espaço para análise e discussão deste fato, e do que o rodeia.
O breve trabalho consistiu na observação à cobertura de alguns meio de comunicação social impressos, na apresentação de um vídeo documentário sobre o tema (“Sociedade do Automóvel”, de 2004), e na discussão dos acontecimentos – com base nestes materiais trazidos e em outras informações colhidas por cada estudante.
Como ponto culminante, os debatedores, em seminário, munidos de suas anotações, contrapuseram suas considerações sobre os incidentes, buscando causas e analisando possibilidades. Do debate, organizaram suas ideias em textos não extensos – já que escritos em aula –, mas sob o calor da discussão. Destes, alguns dos mais representativos são os que seguem. Vale ressaltar que são tornados públicos pela igual relevância que leva a visão do jovem em relação a fatos ocorridos dentro da sociedade que é eminentemente formada por ele. - André Pares, professor de Filosofia.
Os textos dos alunos:
"Verdadeiros Vilões"
Dizem que o pedestre tem prioridades, dizem que o pedestre tem direito, mas é esse que acaba sofrendo pelos motoristas sem responsabilidades.
Existem muitas possibilidades de como melhorar o trânsito. Uma delas é melhorar o transporte público. Com isso, tirariam alguns carros das ruas, além de também ser ecologicamente correto. Poderiam também ser instaladas ciclovias, contudo, isso tudo são hipóteses que dependem de um poder mais, a prefeitura, que vem faltando ultimamente com segurança e planos reais de mudanças.
As hipóteses são hipóteses, precisamos de algo que possamos fazer sem depender de ninguém, e isso é conscientização. Precisamos sair com mais calma, sem tanta pressa, com mais paciência.
O grande culpado de tudo isso, não é o carro. Ele não acelera sozinho, não se irrita e não faz ações irresponsáveis. Quem faz tudo isso, é o motorista, o motorista é o grande vilão da história. É ele quem mata inocentes. Inocentes são mortos diariamente pelo descuido dos outros.
Concluo, com isso, que devemos agir com consciência, pensa antes de realizar certas ações, pois os resultados podem ser desastrosos. Afinal, é o motorista que transforma o carro em uma arma.
Por: Gabriele Gomes"Trânsito de problemas"
A cada dia que passa há uma novidade no mercado, é como um pecado não ter um, todos se rendem ao poder do carro.
Todos os dias, ao sair de casa, corremos o risco de dar de cara com quilômetros de engarrafamento, roubos e assaltos. Até que ponto isso vale a pena?
O transporte público, assim como meios alternativos, está muito desvalorizado e pouco procurado. Um percurso que demoraria tempo x de ônibus, acaba demorando o dobro ou até mais se for de carro. Pois há corredores especiais para ônibus onde não há muito engarrafamento nem motoristas irregulares.
Outro grande problema é o aquecimento global, efeito estufa e todos estes problemas que todos fingem se importar. Com tantas campanhas bonitinhas na televisão, tantos cartazes e folhetos sobre a preservação, vocês acham que todos os colaboradores ao acordar de manha cedo para ir ao trabalho simplesmente abrem a garagem e pegam seu carro, ou pedalam até o destino final?
Enfim, acredito que a solução para isso é parar de valorizar tanto o carro e passar a criar mais ciclovias, melhorar as condições dos transportes públicos e principalmente, dificultar a compra do carro que hoje em dia está tão fácil, com tantas condições.
Por: Luisa Abbott
"Poluição de Automóveis"
Eu acho que o uso do carro é sim, fundamental para algumas pessoas que realmente necessitam, mas a importância do uso de transporte público coletivo é de diminuir o trânsito e poluição, portanto devemos usar este tipo de locomoção preferencialmente.
Às vezes, eu acho mais fácil e rápido usar uma bicicleta do que um carro, pois não gasta nem polui nada do meio ambiente, apenas ajuda a amenizar o trânsito da cidade.
70% da poluição da cidade de São Paulo vem dos automóveis, em média há um carro para cada pessoa, no qual deveria ser um para cada quatro pessoas.
Muitas pessoas acham que são dependentes dos automóveis, mas não, elas estão tão habituadas a este tipo de locomoção que esquecem até de caminhar, que é um exercício físico beneficente à saúde.
Se todas colaborassem a usar transporte público ou bicicleta, iria diminuir muito o trânsito e a poluição no nosso planeta.
Por: Bruno Tabosa"O trânsito no Brasil"
Na minha opinião, o trânsito no Brasil vem piorando cada vez mais, com o crescimento da população.
Atualmente, o trânsito no Brasil está horrível, pois várias pessoas se locomover de carro do que com suas próprias pernas, principalmente por questões de segurança, de não ser assaltado ou seqüestrado, por exemplo.
Em dias de chuva, a situação no trânsito piora, pois raramente as pessoas caminham, a maioria das pessoas prefere usar seus carros para se locomoverem, então, há mais movimentos nas ruas, principalmente nas cidades grandes, como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre etc.
Nas estradas de estados com uma população elevada, também há um número excessivo de carros, principalmente no verão, quando bastante gente vai para cidades com praia(s).
Quando há bastante carro nas estradas ocorrem mais acidentes, principalmente porque poucas pessoas respeitam as regras de trânsito.
Por: Victor CasselEsse foi o primeiro post do blog da Turma 101 do Colégio Americano (POA-RS). Por favor, deixe o seu comentário, opinando com ideias claras e objetivas.
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